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FREAK SHOW

setembro 3, 2014

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Freak show, sacou?

Claro que sacou.

Nada de novo.

Rola faz tempo

Às vezes tão freak que nem os

freaks percebem.

Acham que tudo ficou careta,

demais

Que nada.

Tudo sempre foi freak.

Freak show!

Sempre…

E demais

 

Presta atenção!

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LÁ NO MEU BAIRRO NINGUÉM PEGA LEVE!

agosto 17, 2014

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Aquela gente lá tinha objetivos claros.

O primeiro era sobreviver. O segundo também. O terceiro idem.

Atingir esses objetivos sempre exigia muito esforço. Pensar no quarto, quinto, sexto e demais objetivos era praticamente impossível. Nunca sobrava energia suficiente para isso.

Assim, quando a questão da sobrevivência era resolvida – mesmo que por breves períodos (e esses períodos eram invariavelmente breves) -, logo surgia uma providencial e urgente necessidade de relaxar.

Afinal era preciso estar descansado e alerta para, a qualquer momento, sair novamente em busca dos três primeiros objetivos, sobreviver, sobreviver e sobreviver.

A qualquer custo, em qualquer lugar, sob qualquer circunstância.

E eu era apenas o bêbado sentado no fundo do balcão, tentando sobreviver a tudo aquilo. E imaginando se um dia descobriria quais eram o quarto, quinto, sexto, sétimo objetivo e assim por diante…

FrankNewer 

 

 

VIDA DURA

julho 28, 2014

A TAL DA…TERRA PROMETIDA

julho 21, 2014

A PORRA TODA DE UMA VEZ

fevereiro 7, 2014

Night-Road

Então você achava que ia resolver a porra toda de uma vez?

É claro que achava. Caso contrário não estaria tentando isso há tanto tempo.

E é claro também, nunca ter conseguido devia ter feito você desistir.

Mas não, você continuava a achar que ia resolver a porra toda de uma vez.

Embora, ao mesmo tempo, sempre tivesse dúvidas a respeito.

Mas algo estranho te impelia a continuar.

Resolver a porra toda de uma vez não era bem um objetivo.

Era mais uma alucinação recorrente.

Um fantasma que sempre aparecia na frente do carro.

E você desligava os faróis. E ele sumia.

E você ligava os faróis. E ele continuava lá, sorrindo, pedindo carona.

E é claro, você dava. Só não sabia por que.

Afinal, você estava indo em outra direção.

E agora o fantasma te pedia para virar à esquerda, depois à direita, novamente à esquerda…

Enfim, você agora estava de novo perdido, dando carona prum fantasma que você quase tinha atropelado.

Lá atrás, quando você tentava fugir daquela porra daquela obsessão de resolver a porra toda de uma vez.

A vida é engraçada.

Você começa o dia tentando saber qual é. E termina dando carona pra fantasmas.

E não resolve porra nenhuma.

Nunca.

carro fantasma (5)

 

IDEIAS

junho 23, 2012

Estava sem ideias, e o palco se aproximava a uma velocidade maior do que ele gostaria de admitir. Certo que o palco não era lá grande coisa. Apenas um palco de bar. E o bar, enfim, nem era muito grande, ou famoso. Mas a perspectiva de pisar num palco mais uma vez, após um longo recesso – e longos recessos tinham se tornado rotina -, sempre o deixava naquele estado, um estado que quase o levava a fazer coisas que certamente levariam a um novo recesso, sem que o atual houvesse ao menos terminado.

Pensava nisso, e pensava também que a sugestão de um palco de bar, não muito grande nem muito famoso, partira dele. Não queria, como já acontecera algumas vezes, que mais um retorno triunfal se transformasse em mais uma despedida melancólica – vergonhosa seria a palavra exata. Daí a sugestão de voltar pela porta dos fundos. Contudo, mesmo atravessar essa porta o estava deixando apavorado agora.

Talvez tudo isso se devesse a sua falta de ideias.

Mas por que essa necessidade de ter ideias, se tudo já estava pronto? As canções escolhidas, a banda ensaiada e até a altura dos instrumentos e das vozes cuidadosamente checada durante a passagem de som.

Nada disso, porém, parecia ter importância no momento.

Estava sem ideias e não subiria no palco sem ideias.

Virou as costas e foi embora.

O recesso se prolongaria por mais algum tempo.

Até que ele voltasse a ter idéias.

 

ERRO DE PROJETO

abril 21, 2012

 

Um daqueles erros de projeto. Simples assim.

Lógico que houve ocasiões em que, após alguns ajustes de direção e propulsão, a coisa parecia que ia dar certo. Mas logo tudo desandava de novo, demonstrando mais uma vez que existia algo errado no nascedouro, isto é, no projeto.

Se houvesse um controle de qualidade mais rígido, o projeto  teria sido abortado logo de cara, impedindo-se que chegasse até o ponto em que se encontra hoje.

Uma das partes mais tristes e trágicas de todo o processo foi justamente nas vezes em que se vislumbrou um daqueles ajustes emergenciais que, por passe de mágica, colocasse o trem nos trilhos.

As frustrações que se seguiram a essas tentativas fracassadas poderiam fazer parte daqueles livros de recordes, tal a intensidade das mesmas. Claro, se existissem aparelhos capazes de medir a intensidade de frustrações.

De qualquer forma, eu olho para a TV e entendo perfeitamente o que aquele velho e incorrigível bêbado que dizer, quando, num raro momento de sobriedade, indaga: “Se eu sou a porra da resposta, qual é a porra da pergunta?”